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MODERNISMO

. Ruptura total com toda a concepção literária vigente
. Total liberdade de criação
. Surrealismo e Dadaísmo
. A semana de 22 no Brasil
. No Brasil, a intensa luta contra o reacionarismo
. Abolição da rima e da métrica
. Valorização da língua e da cultura popular

A - e - i - o - u
Ba - be - bi - bo - bu
Ca - ce - ci - co - cu
(Primeiro Contato de Serafim e a Malícia - Oswald de Andrade)

As Vanguardas e seus precursores

A literatura de vanguarda surge na Europa e Estados Unidos para romper com toda a concepção literária até então vigente. O mundo todo em meio a revoluções e guerras e os avanços das teorias psicanalistas criam o ambiente para a propagação de novas idéias e formas de expressão. Em 1918, são publicados os poemas visuais ou caligramas do italiano Guillaume Apollinaire (1880-1918). Seus poemas rompem com as estruturas tradicionais de linguagem. É o estopim de uma revolução cultural que ainda não terminou.

Surrealismo e Dadaísmo

O Surrealismo na literatura foi um movimento onde seus seguidores praticavam a escrita automática, em que escrevia-se o que se vinha à cabeça livremente e exploravam-se temas surrealistas como: sonho e realidade. Os principais representantes desse movimento foram os franceses André Breton (1896-1966), Louis Aragon (1897-1982) e Paul Eluard (1895-1952). O Dadaísmo foi um movimento vanguardista mais radical. Seus poetas destruíam a rima, o ritmo e o significado lógico. O fundador desse movimento foi o romeno Tristan Tzara (1896-1963).

Principais Vanguardistas

Na poesia destacaram-se os italianos: Filippo Tommazo Martinelli (1876-1944), Giuseppe Ungaretti (1888-1970), Salvatore Quasimodo (1901-1968) e Eugenio Montale (1896-1981), o russo Vladimir Maiakovski (1893-1930) e Bóris Pasternak (1890-1960), os americanos Erza Pound (1885-1972) e T.S.Eliot (1888-1965), o peruano César Vallejo (1893-1938), o chileno Pablo Neruda ((1904-1973), os alemães Gottfried Benn (1866-1956) e Georg Trakl (1887-1914).
Na vanguarda narrativa destacaram-se os italianos Cesare Pavese (1908-1950) e Alberto Moravia (1907-1990); o francês André Breton e o indiscutível Marcel Proust (1871-1922); o escritores em língua alemã Franz Kafka (1883-1924), autor de A Metamorfose e Hermann Hesse (1877-1962), autor de Demian; os ingleses James Joyce (1882-1941), autor de Ulisses, Virginia Woolf (1882-1941), D.H.Lawrence (1885-1930), autor de O Amante de Lady Chatterley; os americanos Francis Scott Fitzgerald (1896-1940), Ernest Hemingway (1899-1961), autor de O Velho e o Mar e William Faulkner (1897-1962), nobel de 1949; o russo Isaac Babel, autor do livro de contos A Cavalaria Vermelha.

 

 
Os Futuristas e a Fase Heróica do Modernismo no Brasil

Os primeiros sinais da chegada dos movimentos de vanguarda no Brasil se iniciaram com a publicação, em 1909, do Manifesto Futurista, de Marinetti. À partir daí, todas as manifestações que se seguem passam a ser chamadas de futuristas. Em viagem à Europa, em 1912, o jovem Oswald de Andrade trouxe em sua bagagem influências suficientes para o desencadeamento dos movimentos de vanguarda no Brasil.
Fora dos movimentos literários, outros segmentos artísticos e personagens que ajudaram a romper com a arte e cultura vigentes foram: em 1917, a exposição de pinturas expressionistas de Anita Malfatti que culminou com a polêmica gerada entre Oswald de Andrade e Monteiro Lobato, que discordava das inovações estéticas. Em 1921, Oswald apresentou, através dos jornais, o jovem Mário de Andrade e o chamou de jovem futurista. Outros dois personagens importantes desse período foram o escultor Victor Brecheret (1894-1955) e o músico Heitor Villa-Lobos (1890-1959), que já apresentavam obras modernistas.

A Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo

Foram apenas três dias, e nesse curto espaço de tempo, a arte brasileira sofreria seu maior abalo e romperia definitivamente com o atraso cultural brasileiro. O eventos dessa famosa semana foram realizados no Teatro Municipal, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 e foi apadrinhado pelo pré-modernista Graça Aranha. Na abertura, Graça Aranha proferiu o discurso A Emoção Estética na Arte Moderna, onde atacou a forma acadêmica e conservadora da arte brasileira. Os poetas Oswald de Andrade e Manuel Bandeira tiveram seus poemas lidos. Mário de Andrade leu seu ensaio A Escrava que não é Isaura, na escadaria do teatro. Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Victor Brecheret expuseram suas obras e Heitor Villa-Lobos apresentou um recital, que recebeu muitas vaias.

Os movimentos culturais: Pau-Brasil, Verde-Amarelo e da Antropofagia

A semana de arte moderna fez eclodir no país vários movimentos culturais, dos quais destacam-se: o Pau-Brasil, de 1925, que defendia a produção de uma literatura primitiva e sofisticada, e que pudesse ser exportada; o movimento Verde-Amarelo, liderado por Menotti del Picchia e Cassiano Ricardo, que defendiam o nacionalismo xenófobo, aversão a coisas e pessoas estrangeiras; e o movimento antropofágico, de 1928, que pregava a igualdade da cultura brasileira com as estrangeiras. O termo antropofágico sugeria assimilar o que havia de bom nas artes estrangeiras, mas comer o que merecesse ser comido. Os autores de destaque desse período cultural foram: Manuel Bandeira, Oswald de Andrade e Mário de Andrade.

MODERNISMO
Alcântara Machado
Cassiano Ricardo
Fernando Pessoa
Guilherme de Almeida
Manuel Bandeira
Mário de Andrade
Menotti Del Picchia
Oswald de Andrade
Plínio Salgado
Raul Bopp


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