Aluísio Azevedo
A Mortalha de Alzira (1894)
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Aluísio Azevedo
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e esquecia-se até de ouvir as pilhérias da magra, feia e adorada Guimard, para só ter atenção para o novo escândalo que acabava de surgir inesperadamente. Era o caso que o famoso pregador La Rose tinha como todos os anos, de pregar o seu sermão da quinta-feira santa na capela real, e fôra acometido por um formidável ataque de asma, justamente na véspera dêsse dia. Escreveu logo ao vigário-geral, seu amigo particular, dando-lhe parte do fato e pedindo-lhe que, sem perda de tempo, tratasse de descobrir alguém que o substituísse. Ora, o caso era deveras apertado! Quem teria a coragem de ir, à última hora substituir La Rose no púlpito da capela real, num dos sermões mais importantes da quaresma?... Substituir La Rose!... La Rose, ´o segundo Bossuet´, como lhe chamavam seus inúmeros admiradores! La Rose, o amimado pregador da côrte, o protegido de Antoinette Poison, o querido tanto por parte dos Molinistas como por parte dos Jansenistas, o aclamado por todo o alto e baixo público de Paris! La Rose, o indispensável! La Rose, o insubstituível!
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