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Aluísio Azevedo
Casa de Pensão (1884)


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Aluísio Azevedo


 

Trecho da Obra

Tratava-se de fazer a correspondência para o Norte. Mal, porém, dava começo a uma nova carta, lançando cuidadosamente no papel a sua bonita letra, desenhada e grande, quando foi interrompido por um rapaz, que da porta do escritório lhe perguntou se podia falar com o Sr. Luís Batista de Campos. - Tenha a bondade de entrar, disse este. O rapaz aproximou-se das grades de cedro polido, que o separavam do comerciante. Era de vinte anos, tipo do Norte, franzino, amornado, pescoço estreito, cabelos crespos e olhos vivos e penetrantes, se bem que alterados por um leve estrabismo. Vestia casimira clara, tinha um alfinete de esmeralda na camisa, um brilhante na mão esquerda e um grossa cadeia de ouro sobre o ventre. Ao pés, coagidos em apertados sapatinhos de verniz, desapareciam-lhe casquilhamente nas amplas bainhas da calça. - Que deseja o senhor, perguntou o Campos, metendo de novo a pena atrás da orelha e pousando um pedaço de papel mata-borrão sobre o trabalho. O moço avançou dois passos, com ar muito acanhado; o


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