Castro Alves
O Navio Negreiro (Os Escravos, 1883)
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Castro Alves
Trecho da Obra
Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. Bem feliz quem ali pode nest´hora Sentir deste painel a majestade! Embaixo - o mar em cima - o firmamento... E no mar e no céu - a imensidade! Oh! que doce harmonia traz-me a brisa! Que música suave ao longe soa! Meu Deus! como é sublime um canto ardente Pelas vagas sem fim boiando à toa! Homens do mar! ó rudes marinheiros, Tostados pelo sol dos quatro mundos! Crianças que a procela acalentara No berço destes pélagos profundos! Esperai! esperai! deixai que eu beba Esta selvagem, livre poesia Orquestra - é o mar, que ruge pela proa, E o vento, que nas cordas assobia... ........................................
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