Obras do Autor
Poesias
Criança, Meu amor (1923)
Poema dos Poemas (1923)
Baladas para El-Rei (1925)
O Espírito Vitorioso (1935)
Viagem (1939)
Vaga Música (1942)
Poetas Novos de Portugal (1944)
Mar Absoluto (1945)
Rute e Alberto (1945)
Rui - Pequena História de uma Grande Vida (1948)
Retrato Natural (1949)
Problemas de Literatura Infantil (1950)
Amor em Leonoreta (1952)
12 Noturnos de Holanda e o Aeronauta (1952)
Romanceiro da Inconfidência (1953)
Poemas Escritos na Índia (1953)
Batuque (1953)
Pequeno Oratório de Santa Clara (1955)
Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro (1955)
Panorama Folclórico de Açores (1955)
Canções (1956)
Giroflê, Giroflá (1956)
Romance de Santa Cecília (1957)
A Bíblia na Literatura Brasileira (1957)
A Rosa (1957)
Obra Poética (1958)
Metal Rosicler (1960)
Antologia Poética (1963)
Solombra (1963)
Ou Isto ou Aquilo (1964)
Escolha o Seu Sonho (1964)
Crônica Trovada da Cidade (1965)
O Menino Atrasado (1966)
Poésie (versão francesa) (1967)
Obra em Prosa - 6 Volumes (1998)
Dados do Autor
Nasceu em 1901, na cidade do Rio de Janeiro, a 7 de novembro
Morreu na cidade do Rio de Janeiro, a 9 de novembro de 1964
Cecília Meireles
"O que logo chama a atenção nos poemas de Cecília Meireles é a extraordinária arte com que são realizados. (...) Sente-se que Cecília Meireles estava sempre empenhada em atingir a perfeição, valendo-se para isso de todos os recursos tradicionais ou novos. Há em Viagem, em Vaga Música, em Mar Absoluto, em Retrato Natural, em Doze Noturnos da Holanda, em Romanceiro da Inconfidência, em Canções, em Poemas Escritos na Índia, em Metal Rosicler e em Solombra, seu último livro, as claridades clássicas, as melhores sutilezas do gongorismo, a nitidez dos metros e dos consoantes parnasianos, os esfumados de sintaxe e as toantes dos simbolistas, as aproximações inesperadas dos super-realistas. Tudo bem assimilado e fundido numa técnica pessoal, segura de si e do que quer dizer."
Manuel Bandeira (1946), Apresentação da poesia brasileira: seguida de uma antologia de poetas brasileiros. p. 143.
Professora Primária e os Primeiros Poemas
Concluiu, em 1917, o Curso Normal, e passou a trabalhar como professora primária. Dois anos depois publicou Espectros, seu primeiro livro de poesia, de tendência parnasiana. Seguiram-se Nunca Mais... e Poema dos Poemas (1923) e Baladas para El-Rei (1925), nos quais já aparecem elementos simbolistas.
Modernistas e Prêmio da ABL
A partir de 1922 aproximou-se das vanguardas modernistas, principalmente dos poetas católicos. Em 1938 ganhou o Prêmio de Poesia, concedido pela Academia Brasileira de Letras, pelo livro Viagem. Nos anos seguintes, conciliou à produção poética os trabalhos de professora universitária, tradutora, conferencista, colaboradora em periódicos, pesquisadora do folclore brasileiro.
Prêmio Póstumo da ABL
Publicou também poesia infantil. A Academia Brasileira de Letras concedeu a Cecília, postumamente, o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra, em 1965. Destacam-se em sua obra os livros Vaga Música (1942), Mar Absoluto e Outros Poemas (1945), Retrato Natural (1949), Doze Noturnos da Holanda & O Aeronauta (1952), Romanceiro da Inconfidência (1953), Canções (1956), Poemas Escritos na Índia (1961), Metal Rosicler (1960) e Solombra (1963).
Elogio de Manuel Bandeira
Cecília Meireles é considerada pela crítica poeta pertencente à segunda geração do Modernismo. No entanto, Manuel Bandeira afirmou que há em sua obra "as claridades clássicas, as melhores sutilezas do gongorismo, a nitidez dos metros dos consoantes parnasianos, os esfumados de sintaxe e as toantes dos simbolistas, as aproximações inesperadas dos super-realistas. Tudo bem assimilado e fundido numa técnica pessoal, segura de si e do que quer dizer."
Geração de 30
Trechos da Obra
Dois Cânticos e uma Canção
Cântico II
Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens...
não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu
Canção Mínima
No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta
Cântico VI
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acaba todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
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