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Obras do Autor
Contos
Contos Fora de Moda (1893)
Contos Efêmeros (1897)
Teatro
A Capital Federal (1897)
Amor por Anexins
O Badejo (1898)
O Dote (1904)
O Mambembe (1904)

Dados do Autor
Nasceu em 1855, em São Luiz, no Maranhão

Morreu em 1908, no Rio de Janeiro, aos 53 anos

Artur Azevedo
Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo, teatrólogo e contista. Foi um dos introdutores do teatro musicado, tendo escrito revistas, burletas e operetas, ao lado de inúmeras comédias e dramas. Cultivou ainda o humorismo em verso. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, ao lado de Machado de Assis.

Rápido Sucesso

Aos 18 anos segue para o Rio de Janeiro. Passa a criar compulsivamente para jornais e para o teatro.

Ao Lado de Machado

Trabalhou na burocracia federal, sob as ordens de Machado de Assis.
Humor e Humor

Alcança muito sucesso com contos curtos e bem humorados, escritos em estilo simples e ágil. Vários desses contos podem ser encontrados em sua obra Contos Fora de Ordem (1894).

 
   
Teatro nas Veias

Produziu centenas de peças curtas e humorísticas. Foi também o precursor do teatro musicado no Brasil.

Críticos o Perseguem

Foi criticado e acusado por ser o responsável pela decadência do teatro, por direcionar suas produções para comédias ligeiras. Porém sua obra teatral é muito importante por retratar e revelar o Brasil do final do século.
Morre no Mesmo Ano que Machado

Morre no Rio de Janeiro, em 1908, deixando vasta obra teatral. Sua principal obra considerada atualmente é o texto teatral A Capital Federal, escrito em 1897.



Realismo e Naturalismo


Trechos da Obra

 


Artur Azevedo

A Capital Federal

Cena III
O Gerente, Figueiredo
Figueiredo - Ó seu Lopes, olhe que, se isto continuar assim, eu mudo-me!
O Gerente (À parte) - Que dizia eu?
Figueiredo - Esta vida de hotel é intolerável! Eu tinha recomendado ao criado que me levasse o café ao quarto às sete horas, e hoje...
O Gerente - O meliante lhe apareceu um pouco mais tarde. Figueiredo - Pelo contrário. Faltavam dez minutos para as sete... Você compreende que isso não tem lugar.
O Gerente - Pois sim, mas...
Figueiredo - Perdão; eu pedi o café para as sete e não para as seis e cinqüenta!
O gerente - Hei de providenciar.
Figueiredo - E que idéia foi aquela ontem de darem lagostas ao almoço?
O Gerente - Homem, creio que lagosta...
Figueiredo - É um bom petisco, não há dúvida, mas faz-me mal!

 


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