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Obras do Autor
Poesias
MarÍlia de Dirceu (1792)
Cartas Chilenas
Tratado de Direito Natural

Dados do Autor
Nasceu em Miragaia, Portugal, em 1744.

Morreu em Moçambique, em 1809, aos 65 anos.

Tomáz Antonio Gonzaga
Tomáz Antonio Gonzaga, filho de magistrado brasileiro, formou-se em Coimbra e tornou-se jurista. Em 1782 é designado para o cargo de Ouvidor de Vila Rica. Processado e preso em 1789, por participar do processo da Inconfidência Mineira, passa três anos na cadeia, no Rio de Janeiro, onde compõe seus principais poemas. Exilado em 1792, passa a viver em Moçambique até sua morte em 1809. Seus poemas vão além do neoclassicismo e rodeiam o pré-romantismo.

Estudos e Carreira Jurídica

Nasce em Portugal, filho de um magistrado brasileiro. Passa a infância na Bahia e estuda em colégio jesuíta. Segue para Coimbra e forma-se em Direito. Em sua volta à Vila Rica inicia sua carreira Jurídica. Em 1782 é designado para o cargo de Ouvidor.

Inconfidência Mineira e Prisão

Participa da Inconfidência Mineira e é preso em 1789. Passa três anos na cadeia, pena cumprida na cidade do Rio de Janeiro.

 
   
Prisão, Paixão e Poemas

Gonzaga é apaixonado pela jovem Maria Joaquina Dorotéia de Seixas e durante seu período de reclusão, escreve vários poemas líricos, todos dedicados a sua amada, que é retratada por Marília e o amante de Dirceu, que resultam posteriormente no livro Marília de Dirceu.

Exílio, Esquecimento e Morte

Em 1792 é forçado a se exilar e segue para Moçambique. Morre em 1809, sem mais retornar ao Brasil. Também destaca-se em sua produção literária: Cartas Chilenas, um conjunto de poemas satíricos, que circularam por Vila Rica, através de manuscritos anônimos e que foram escritos por motivo de sua disputa política com o então governador de Vila Rica Luís da Cunha Menezes, que é citado nos poemas como o Fanfarrão Minésio.



Arcadismo


Trechos da Obra

 


Marília de Dirceu

PARTE I

Lira I

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d? expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!

Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos inda não está cortado:
Os pastores, que habitam este monte,
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Que inveja até me tem o próprio Alceste:
Ao som dela concerto a voz celeste;
Nem canto letra, que não seja minha,
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!

 


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