Obras do Autor
Poesias
Primeiros Sonhos (1879)
Sinfonias (1883)
Versos e Versões (1887)
Aleluias (1891)
Poesias (1898)
Poesias (1906)
Poesias (1910)
Poesias (1916)
Poesias Completas, 2 vols. (1948)
Poesia Completa e Prosa (1961)
Dados do Autor
Nasceu em 13 de maio de 1859, a bordo do navio brasileiro São Luís, em Mogúncia, Maranhão
Morreu em 13 de setembro de 1911, em Paris, França, aos 52 anos
Raimundo Correia
Raimundo da Mota de Azevedo Correia, magistrado, professor, diplomata e poeta, foi autor dos sonetos mais admirados da literatura brasileira. De tendência à amargura e ao negativismo, muitos de seus poemas são sombrios e se aproximam do Simbolismo.
Boa Escola, Direito, Amigos Famosos e Jornalismo
Conclui os estudos preparatórios em 1876, como aluno interno do Colégio Nacional, atual Dom Pedro II. No ano seguinte, ingressa na Faculdade de Direito de São Paulo. Ali convive com futuros famosos como: Raul Pompéia, Teófilo Dias, Sillva Jardim, entre outros, que no futuro seguiriam o caminho das letras, jornalismo e política. Na mesma época, colabora em jornais e revistas.
Juiz, Professor e Carreira no Serviço Público
Inicia a carreira na magistratura, no Rio de Janeiro, como promotor de justiça, e em 1884, assume o cargo de juiz municipal em Vassouras. Casa no mesmo ano com Mariana Sodré, de família nobre e rica. Em 1889, é nomeado como secretário da presidência da província do Rio de Janeiro, reassumindo posteriormente o cargo de juiz de direito em São Gonçalo de Sapucaí, sul de Minas. Também atua como diretor da Secretaria de Finanças de Ouro Preto, em 1892, professor da Faculdade de Direito, também em Ouro Preto. Em 1899, residindo em Niterói, torna-se diretor e professor no Ginásio Fluminense de Petrópolis, e em 1900, retorna ao Rio de Janeiro, como juiz de vara cível, permanecendo no cargo até 1911.
Primeiros Poemas e Publicações em Portugal
Publica seus primeiros poemas e prosas no jornal O Vassourense, de Vassouras, onde também colaboravam Olavo Bilac, Coelho Neto e Alberto de Oliveira. Quando morando em Portugal, à serviço do governo, publica quatro edições sucessivas de seus poemas, que foram prefaciados pelo escritor português D.João da Câmara.
Um Poeta Perfeito
Apesar de seu início literário com influências românticas, Sinfonias, de 1883, insere-se definitivamente no Parnasianismo. É considerado um dos mais perfeitos poetas em língua portuguesa. Formou a famosa tríade Parnasiana, ao lado de Alberto de Oliveira e Olavo Bilac. Também escreveu críticas, ensaios e crônicas.
Parnasianismo
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