Obras do Autor
Outros
A Carta do Descobrimento (1500)
Dados do Autor
Nasceu supostamente na cidade do Porto, em 1450.
Morreu em Calicute, Índia, em 15 de dezembro de 1500, aos 50 anos.
Pero Vaz de Caminha
Pero Vaz de Caminha, escrivão, comerciante e navegador português. Sabe-se muito pouco de sua vida, mas desde 1817, quando o padre Aires do Casal publica o livro Corografia Brasileira, os brasileiros passam a conhecer a grande obra de Caminha, a Carta do Descobrimento, até então ignorada e guardada nos arquivos da Torre do Tombo por mais de três séculos.
Nasce Filho de Cavaleiro
Pero Vaz de Caminha, nasce supostamente na cidade do Porto, em 1450, filho do cavaleiro do Duque de Bragança, Vasco Fernandes de Caminha. Casa-se com Dona Catarina e com ela tem uma filha, Isabel. Em 1476, então com 26 anos, passa a ocupar o lugar de seu pai na Casa da Moeda portuguesa, como mestre de balança. Também dedica-se ao comércio.
A Grande Aventura de Sua Vida
É designado a ser o escrivão da feitoria de Calicute, na Índia. Parte com a grandiosa frota de Pedro Álvares Cabral, que tem a missão de conhecer as novas terras à oeste do caminho para as Índias. Entre 22 de abril e 1º de maio de 1500 elabora a famosa Carta do Descobrimento para o rei Dom Manuel.
Feito Histórico e Morte Trágica
Sua carta torna-se então o mais importante documento relativo à descoberta do Brasil, com uma riqueza de detalhes considerável. Fica guardada nos arquivos da Torre do Tombo, em Lisboa, por mais de três séculos até ser divulgada pela primeira vez em 1817, no livro Corografia Brasileira, escrita pelo padre Aires do Casal. Morre durante um assalto dos mouros à feitoria de Calicute e somente sua carta retorna à Portugal. Caminha entra definitivamente para a história.
Quinhentismo
Trechos da Obra
A Carta do Descobrimento
E o Capitão-mor mandou em terra no batel a Nicolau Coelho para ver aquele rio. E tanto que ele começou de ir para lá, acudiram pela praia homens, quando aos dois, quando aos três, de maneira que, ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia dezoito ou vinte homens.
Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.
Ali não pôde deles haver fala, nem entendimento de proveito, por o mar quebrar na costa. Somente deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça e um sombreiro preto. Um deles deu-lhe um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma copazinha de penas vermelhas e pardas como de papagaio; e outro deu-lhe um ramal grande de continhas brancas, miúdas, que querem pare- cer de aljaveira,as quais peças creio que o Capitão manda a Vossa Alteza, e com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver deles mais fala, por causa do mar.
Página Inicial
|
Quem Somos
Copyright© 2005-2008 - MP-ATTUS INFORMÁTICA LTDA. Configurada para 800 x 600 ou 1024 x 768 - 16 bit color