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Obras do Autor
Romances
O Ano de Santana (1845)
Viagens na Minha Terra (1846)
Poesias
Retratos de Vênus (1821)
Camões (1824)
Dona Branca (1824)
Folhas Caídas (1853)
Teatro
Frei Luís de Souza (1844)

Dados do Autor
Nasceu na cidade do Porto, Portugal, em 1799

Morreu em 1854, aos 55 anos

Almeida Garrett
Almeida Garrett, também conhecido por João Baptista da Silva Leitão, seu pseudônimo. Advogado, poeta, autor teatral e romancista, torna-se líder estudantil em 1820 e também participa do cerco da cidade do Porto, em 1832. É o autor da mais importante peça do teatro do Romantismo português. Ao lado de Alexandre Herculano e Antônio Feliciano de Castilho, compõe a primeira fase do Romantismo português.

Influência Neoclássica

Durante o curso de direito de Coimbra, sofre a influência do neoclássico Filinto Elísio, quando inicia-se na literatura.

Líder Estudantil e Obscenidade

Em 1820, participa da Revoluçào Liberal do Porto, sendo um dos líderes dos estudantes. No ano seguinte publica o poema Retratos de Vênus e por causa dele e processado por obscenidade.
Derrota do Liberalismo e Exílio

O Golpe de Estado de 1822, encerra o Liberalismo português. Garrett é forçado a se exilar na Inglaterra.

 
   
Scott, Byron e Obras Românticas

Quando de seu período em Paris, França, em 1823, conhece a obra de Scott e Byron e compõe os poemas Camões e Dona Branca, suas primeiras obras românticas e que seriam publicadas em 1824.

A Volta do Revolucionário

Cidade do Porto, 1832, participa do grande cerco que ocorreu na cidade. É também nesse ano que começa a escrever o romance histórico O Ano de Santana.
Década de 40, Grandes Obras Românticas

Em 1844 escreve a peça de teatro Frei Luís de Souza, considerada a mais importante peça do teatro romântico. No ano seguinte publica seu romance histórico iniciado em 1832, O Ano de Santana, em 1846 publica Viagens na Minha Terra e, um ano antes de sua morte, 1853, publica Folhas Caídas, coletânea de poemas líricos.



Romantismo


Trechos da Obra

 


Viagens na Minha Terra

Almeida Garret

CAPÍTULO 1

De como o autor deste erudito livro se resolveu a viajar na sua terra, depois de ter viajado no seu quarto; e como resolveu imortalizar-se escrevendo estas suas viagens. Parte para Santarém. Chega ao terreiro do Paço, embarca no vapor de Vila Nova; e o que aí lhe sucede. A Dedução Cronológica e a Baixa de Lisboa. Lorde Byron e um bom charuto. Travam-se de razões os ilhavos e os Bordas- d'Água: os da calça larga levam a melhor. Que viaje à roda do seu quarto quem está à beira dos Alpes, (1) de inverno, em Turim, que é quase tão frio como S. Petersburgo - entende-se. Mas com este clima, com esse ar que Deus nos deu, onde a laranjeira cresce na horta, e o mato é de murta, o próprio Xavier de Maistre, que aqui escrevesse, ao menos ia até o quintal. Eu muitas vezes, nestas sufocadas noites de estio, viajo até a minha janela para ver uma nesguita de Tejo que está no fim da rua, e me enganar com uns verdes de árvores que ali vegetam sua laboriosa infância nos entulhos do Cais do Sodré. E nunca escrevi estas minhas viagens nem as suas impressões pois tinham muito que ver! Foi sempre ambiciosa a minha pena: pobre e soberba, quer assunto mais largo. Pois hei de dar-lho. Vou nada menos que a Santarém: e protesto que de quanto vir e ouvir, de quanto eu pensar e sentir se há de fazer crônica...

 


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