Obras do Autor
Teatro
O Juiz de Paz da Roça (1838)
A Família e a Festa na Roça (1840)
O Judas em Sábado de Aleluia (1844)
O Namorador ou A Noite de São João (1845)
O Noviço (1845)
O Caixeiro da Taverna (1845)
Quem Casa Quer Casa (1845)
Dados do Autor
Nasceu em 5 de novembro de 1815, no Rio de Janeiro
Morreu em em 7 de dezembro de 1848, em Lisboa, Portugal
Martins Pena
Luís Carlos Martins Pena, um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, trouxe o caráter nacional ao teatro da época. Grande estudioso, morreu precocemente, mas deixou grande obra teatral, onde destaca-se O Noviço, de 1845.
Órfão de Pai e Mãe. Escola de Comércio e Forte Vocação para as Artes
Perde o pai, João Martins Pena, com um ano de idade e a mãe, Francisca de Paula Julieta Pena, aos dez. Seus tutores o direcionam à vida comercial e assim, termina o curso do comércio em 1835. De forte vocação artistica, passa a freqüentar a Academia de Belas Artes, onde estuda arquitetura, desenho e música, línguas, história, literatura e teatro.
Trabalho Público em Londres e Início da Tuberculose
Em 1838 entra para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, e trilha brilhante carreira ate chegar ao posto de adido à Legação do Brasil, em Londres. Lá, porém, contrai tuberculose, retornando ao Brasil pouco tempo depois, fugindo do frio de Londres.
Vasta Obra Teatral
Martins Pena figura na história como o fundador da comédia de costumes. Desde O Juiz de Paz da Roça de 1838, até A Barriga de Meu Tio, de 1846, escreve aproximadamente 30 peças. De grande tendência cômica, escreve comédias e farsas que durante parte do século XIX, é um gênero extremamente popular. Suas peças envolvem, sobretudo, a gente da roça e o povo comum das cidades. Martins Pena retrata com realismo o Brasil da época. Certamente muito influenciou os que o seguiram.
Romantismo
Trechos da Obra
O Noviço
Comédia em 3 atos
(A cena passa-se no Rio de Janeiro)
ATO PRIMEIRO
Sala ricamente adornada: mesa, consolos, mangas de vidro, jarras com flores, cortinas, etc., etc. No fundo, porta de saída, uma janela, etc., etc.
CENA I
AMBRÓSIO, só de calça preta e chambre - No mundo a fortuna é para quem sabe adquiri-la. Pintam-na cega... Que simplicidade! Cego é aquele que não tem inteligência para vê-la e a alcançar. Todo homem pode ser rico, se atinar com o verdadeiro caminho da fortuna. Vontade forte, perseverança e pertinácia são poderosos auxiliares. Qual o homem que, resolvido a empregar todos os meios, não consegue enriquecer-se? Em mim se vê o exemplo. Há oito anos, eu era pobre e miserável, e hoje sou rico, e mais ainda serei. O como não importa; no bom resultado está o mérito... Mas um dia pode tudo mudar. Oh, que temo eu? Se em algum tempo tiver que responder pelos meus atos, o ouro justificar-me-á e serei limpo de culpa. As leis criminais fizeram-se para os pobres
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