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Obras do Autor
Poesias
Auto de Filodemo
Os Lusíadas (1572)
Rimas (1595) - póstuma

Dados do Autor
Nasceu em Portugal, supostamente em 1524.

Morreu em Lisboa, Portugal, em 1580.

Luís de Camões
Luís Vaz de Camões, considerado o mais importante poeta renascentista português. Criou poemas líricos e o famoso poema épico Os Lusíadas, que traduz em verso toda a história do povo português e suas grandes conquistas, como o caminho para as Índias.

Boa Base Educacional

Luís de Camões estudou no Convento de Santa Cruz, no qual trabalhava seu tio Dom Bento de Camões. Na sequência de seus estudos cursou a Universidade de Coimbra, apesar de não pertencer à camada mais rica da corte portuguesa.

Viagens às Índias, Guerras, Prisão e Escritos

Em Ceuta, participa da luta contra os Mouros, em 1549, quando perde a vista direita. Em 1552 envolve-se em briga com um oficial da corte e fica preso durante nove meses. Nesse período inicia seu grande épico Os Lusíadas.

 
   
Novas Viagens, Miséria e Retorno à Lisboa

Após sair da cadeia, parte novamente para o Oriente em nova empreitada militar, em 1553. Vive 16 anos entre Goa e Moçambique, quando passa por graves dificuldades financeiras, chegando a viver na miséria. Nesse período tem seu Auto de Filodemo representado na Índia. Retorna a Lisboa em 1569, graças a ajuda financeira de amigos.

Naufrágio e Os Lusíadas

Vive maritalmente com Dinamene, sua companheira chinesa. Em viagem pelo rio Mecon, na Indochina, sofre naufrágio e sua companheira morre. Os manuscritos de Os Lusíadas são salvos e finalmente publicados em 1572. No final de sua vida passa a receber uma modesta pensão oferecida por Dom Sebastiao, rei de Portugal. Morre em 1580, ano em que Portugal perde sua autonomia política para a Espanha.



Quinhentismo


Trechos da Obra

 


Os Lusíadas

Canto I

As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana

Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.

 


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