Obras do Autor
Romances
A Moreninha (1844)
O Moço Loiro (1845)
Os Dois Amores (1848)
Rosa (1849)
Vicentina (1853)
A Carteira do Meu Tio (1855)
O Forasteiro (1855)
Os Romances da Semana (1861)
O Culto do Dever (1865)
Memórias do Sobrinho do Meu Tio (1868)
O Rio do Quarto (1869)
As Vítimas Algozes (1869)
Nina (1869)
A Luneta Magica (1869)
A Namoradeira (1870)
Mulheres de Mantilha (1871)
Um Noivo e Duas Noivas (1871)
Os Quatro Pontos Cardeais (1872)
A Baronesa do Amor (1876)
Memórias da Rua do Ouvidor (1878)
Poesias
A Nebulosa (1857)
Teatro
O Cego (1849)
O Fantasma Branco (1856)
O Primo da Califórnia (1858)
O Sacrifício de Isaac (1859)
Luxo e Vaidade (1860)
O Novo Otelo (1863)
Vingança por Vingança (1877)
Antonica da Silva (1880)
Dados do Autor
Nasceu em Itaboraí, Rio de Janeiro, em 24 de junho de 1820
Morreu na cidade do Rio de Janeiro, em 11 de abril de 1882, aos 61 anos
Joaquim Manuel de Macedo
Joaquim Manuel de Macedo, médico que não chegou a exercer a profissão e autor do primeiro romance brasileiro: A Moreninha. Foi professor de geografia e história no tradicional Colégio Pedro II e amigo da família Imperial. Na política chegou várias vezes ao cargo de deputado pelo Partido Liberal.
Medicina e Início Brilhante nas Artes Literárias
Forma-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro. Em sua tese de doutoramento, Considerações Sobre a Nostalgia, de 1844, já revela preocupações de novelista sentimental. No mesmo ano estréia na literatura com seu primeiro e logo famoso romance: A Moreninha.
Sucesso e Muitos Romances
O sucesso de seu primeiro romance foi tamanho que Macedo opta por não exercer a medicina. Passa a escrever incessantemente entre romances melodramáticos, cômicos e históricos.
O Magistério e Laços com o Imperador
Ingressa no magistério e leciona Geografia e História do Brasil, no colégio Pedro II. Torna-se amigo da família Imperial e passa a servir de preceptor dos filhos da Princesa Isabel.
Ingresso na Política e Doença na Velhice
Joaquim Manuel de Macedo ingressa na política e elege-se deputado várias vezes pelo Partido Liberal. Consta que sofreu doença mental nos últimos anos de vida.
Outros Gêneros Literários e Romance Póstumo
Noutros gêneros, escreveu: Lições de História do Brasil, didático (1873); Ano Biográfico Brasileiro (1876) ; Efemérides Históricas do Brasil e Mulheres Célebres (1878). Depois da sua morte, ainda foi publicado o romance Amores de um Médico.
Romantismo
Trechos da Obra
A Moreninha
1
Aposta Imprudente
Bravo! exclamou Filipe, entrando e despindo a casaca, que pendurou em um cabide velho. Bravo!... interessante cena! mas certo que desonrosa fora para casa de um estudante de Medicina e já no sexto ano, a não valer-lhe o adágio antigo: - o hábito não faz o monge.
- Temos discurso!... atenção!... ordem!... gritaram a um tempo três vozes.
- Coisa célebre! acrescentou Leopoldo. Filipe sempre se torna orador depois do jantar...
- E dá-lhe para fazer epigramas, disse Fabrício.
- Naturalmente, acudiu Leopoldo, que, por dono da casa, maior quinhão houvera no cumprimento do recém- chegado; naturalmente. Bocage, quando tomava carraspana, descompunha os médicos.
- C?est trop fort! bocejou Augusto, espreguiçando-se no canapé em que se achava deitado.
- Como quiserem, continuou Filipe, pondo-se em hábitos menores; mas, por minha vida, que a carraspana de hoje ainda me concede apreciar devidamente aqui o meu amigo Fabrício, que talvez acaba de chegar de alguma visita diplomática, vestido com esmero e alinho, porém, tendo a cabeça encapuzada com a vermelha e velha carapuça do Leopoldo; este, ali escondido dentro do seu robe-de- chambre cor de burro quando foge, e sentado em uma cadeira tão desconjuntada que, para não cair com ela, põe em ação todas as leis de equilíbrio, que estudou em Pouillet; acolá, enfim, o meu romântico Augusto, em ceroulas, com as fraldas à mostra, estirado em um canapé em tão bom uso, que ainda agora mesmo fez com que Leopoldo se lembrasse de Bocage. Oh! VV. SS. tomam café!... Ali o senhor descansa a xícara azul em um pires de porcelana... aquele tem uma chávena com belos lavores dourados, mas o pires é cor-de- rosa... aquele outro nem porcelana, nem lavores, nem cor azul ou de rosa, nem xícara... nem pires... aquilo é uma tigela num prato...
Página Inicial
|
Quem Somos
Copyright© 2005-2008 - MP-ATTUS INFORMÁTICA LTDA. Configurada para 800 x 600 ou 1024 x 768 - 16 bit color