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Obras do Autor
Romances
A Voz do Profeta (1836)
O Monge de Cister (1841)
O Bobo (1843)
Eurico, O Presbítero (1844)
Eu e o Clero (1850)
Contos
A Morte do Lidador
Lendas e Narrativas (1851)
O Bispo Negro
Arras por Foro de Espanha
Poesias
A Harpa do Crente (1837)
Outros
História de Portugal (1853) - 4 volumes
História e Origem da Inquisição em Portugal (1859)

Dados do Autor
Nasceu em 1810

Morreu em 1877, aos 67 anos

Alexandre Herculano
Historiador, jornalista e romancista, faz parte da primeira fase do Romantismo português, fase esta que convive com a guerra civil e caracteriza-se pelo liberalismo e pela oposição ao neoclassicismo. Aurtor do romance épico, Eurico, O Presbítero, sua obra maior, e dos monumentais trabalhos históricos: História de Portugal (4 volumes) e História e Origem da Inquisição em Portugal (3 volumes).

Revolução Liberal e Exílio

Ao lado de Garrett, envolve-se nas lutas liberais e exila-se em 1831. No ano seguinte participa do cerco a cidade do Porto.

Retorno, Livros e Jornalismo

Em sua volta a Portugal, passa a trabalhar como bibliotecário até 1836. A partir desse ano passa a dirigir a principal revista do Romantismo português, O Panorama, onde fica até 1844. Também em 1836, publica seu primeiro trabalho literário: A Voz do Profeta

 
   
Fase Criativa e Obra-Prima

A partir de 1841 lança diversas narrativas históricas como: O Monge de Cister (1841), O Bobo (1843), sua obra-prima Eurico, O Presbítero (1844), Eu e o Clero (1850) e Lendas e Narrativas (1851), reunião de contos e novelas.

Revela-se o Historiador

Entre 1846 e 1853, trabalha em sua monumental obra História de Portugal, editada em 4 volumes. Entre 1854 e 1859, escreve História e Origem da Inquisição em Portugal, publicada em 3 volumes. Morre em 1877, aos 67 anos.



Romantismo


Trechos da Obra

 


Eurico, o Presbítero

Alexandre Herculano

I - OS VISIGODOS

A raça dos visigodos, conquistadora das Espanhas, subjugara toda a Península havia mais de um século. Nenhuma das tribos germânicas que, dividindo entre si as províncias do império dos césares, tinham tentado vestir sua bárbara nudez com os trajos despedaçados, mas esplêndidos, da civilização romana soubera como os godos ajuntar esses fragmentos de púrpura e ouro, para se compor a exemplo de povo civilizado. Leovigildo expulsara da Espanha quase que os derradeiros soldados dos imperadores gregos, reprimira a audácia dos francos, que em suas correrias assolavam as províncias visigóticas d'além dos Pireneus, acabara com a espécie de monarquia que os suevos tinham instituído na Galécia e expirara em Toletum depois de ter estabelecido leis políticas e civis e a paz e ordem públicas nos seus vastos domínios, que se estendiam de mar a mar e, ainda, transpondo as montanhas da Vascônia, abrangiam grande porção da antiga Gália narbonense.

 


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