Obras do Autor
Poesias
Canção do Exílio (1844)
Primerios Cantos (1846)
Segundos Cantos (1848)
Sextilhas do Frei Antão (1848)
Ultimos Cantos (1851)
I-Juca-Pirama (1851)
Leito de Folhas Verdes (1851)
Os Timbiras (1858)-inacabado
Teatro
Patkull (1844)
Beatriz Cenci (1844)
Leonor de Mendonça
Outros
Brasil e Oceania
Dicionário de Língua Tupi
Dados do Autor
Nasceu no sítio Boa Vista, região de Jatobá, Maranhão, em 10 de agosto de 1823.
Morreu em 3 de novembro de 1864, aos 41 anos, no naufrágio do navio Ville de Boulogne.
Gonçalves Dias
Antonio Gonçalves Dias, primeiro poeta de real valor da primeira geração do romantismo. Professor, jornalista, teatrólogo e poeta. Admirado pelo escritor português Alexandre Herculano e por Dom Pedro II, que lhe concedeu a Ordem Rosa e cargos públicos.
Nasce Mestiço de Três Raças
Nasce no sítio Boa Vista, trazendo um pouco do branco, do índio e do negro. Filho do português João Manoel Gonçalves Dias e da cafusa Vicência Mendes Ferreira.
Questões Familiares e Estudos em Coimbra
Seu pai se casa com outra mulher, dona Adelaide Ramos de Almeida e com ela tem 4 filhos. Apesar de constituir outra família, preocupa-se com a educação de Gonçalves Dias e deseja que estude em Coimbra. Seu pai morre precocemente mas sua madrasta mantém os desejos do pai e Gonçalves Dias ingressa na Universidade de Coimbra, em 1840.
Amigos, Bacharelado e Poemas
Gradua-se em 1844, graças a ajuda financeira de amigos. Nesse período escreve vários poemas, entre os quais Canção do Exílio e as peças teatrais Patkull e Beatriz Cenci. Regressa ao Brasil e conhece Ana Amélia Ferreira do Vale, que se torna o grande amor de sua vida.
Primeiros Cantos e Reconhecimento
Já morando no Rio de Janeiro, em 1846 publica os Primeiros Cantos onde já aparecem grandes poemas inidianistas: O Canto do Piaga e Deprecação, como parte dos Poemas Americanos. Por seu livro recebe elogios e admiração do escritor português Alexandre Herculano e do imperador Dom Pedro II. Por conta disso, o imperador passa a nomeá-lo a cargos públicos.
Mais Poemas e Atividades Culturais
Em 1848 publica os Segundos Cantos e Sextilhas do Frei Antão. Em 1849 funda e Revista Guanabara ao lado de Manuel de Araújo Porto Alegre e do escritor romancista Joaquim Manuel de Macedo. No mesmo ano recebe a Ordem Rosa do imperador Dom Pedro II.
Viagens ao Norte, Importantes Poemas e Decepção Amorosa
Em 1851, percorre o norte do Brasil em viagens oficiais. No mesmo ano publica Últimos Cantos, onde aparecem seus mais importantes poemas Americanos: Leito de Folhas Verdes, Marabá e I-Juca-Pirama. Ainda em 1851, em passagem pelo Maranhão, pede Ana Amélia em casamento mas é recusado pela família dela. Retorna ao Rio e em 1852 se casa com Olímpia da Costa.
Viagem a Europa e Um Grande Poema Lírico
Realiza viagens oficiais à Europa entre 1854 e 1858. Nesse período, após encontro casual com Ana Amélia, escreve seu grande poema lírico: Ainda Uma Vez, Adeus! Ainda em 1858 publica parte de seu poema épico Os Timbiras, que deixaria inacabado.
Expedição Brasileira, Doença e Naufrágio
Participa de expedição por regiões desconhecidas do Brasil, entre 1859 e 1862, integrando a Comissão Científica de Exploração. Retorna da expedição gravemente doente e parte para a Europa para tratamento. Sem recuperar sua saúde, regressa ao Brasil dois anos depois. Seu navio, Ville de Boulogne, naufraga na costa brasileira em 3 de novembro de 1864, quando todos se salvam, menos nosso poeta, que, esquecido em seu leito, naufraga junto com o navio.
Romantismo
Trechos da Obra
Canção do Exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
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