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Obras do Autor
Teatro
Auto da Visitação (Monólogo do Vaqueiro) (1502)
Auto da Barca do Inferno (1517)
A Farsa de Inês Pereira (1523)
Auto da Alma
Auto da Feira
Auto da Índia
O velho da Horta
Floresta de Enganos (1536)
Compilaçam de Todas as Obras de Gil Vicente (1562)

Dados do Autor
Nasceu supostamente em Guimarães, Portugal, em 1465.

Morreu supostamente em Lisboa, Portugal, em 1536.

Gil Vicente
Gil Vicente, considerado o maior dramaturgo português, crítico atento e mordaz. Reuniu em sua vasta obra de 46 peças: realismo, comédia, sátira, fantasia, música, poesia, dança e tensão dramática. Auto da Barca do Inferno é considerada sua maior obra.

Ourives da Corte

Gil Vicente, exerce o ofício de ourives nas cortes de D. Manuel (1469 a 1521) e de D. Joao III (1502 a 1557). Passa boa parte de sua vida em Lisboa, centro cultural e comercial. Também exerce a função de mestre da balança da Casa da Moeda de Lisboa. Pouco se sabe sobre como e onde adquiriu a vasta cultura para tornar-se um dramaturgo de respeito.

Estréia como Dramaturgo em 1502

Sua primeira peça, escrita em castelhano, é a conhecida Monólogo do Vaqueiro ou Auto da Visitação. Sua estréia data de 7 de junho de 1502 e é sucesso junto ao público, apesar de gerar grande polêmica.

 
   
Vasta Obra Teatral

Gil Vicente produz 46 peças entre 1502 e 1536, supostamente o ano de sua morte. Escreve autos, comédias, tragicomédias, farsas e moralidades. Sua obra mais importante é Auto da Barca do Inferno, publicada a primeira vez em 1517, na forma de cordel. Tem como cenário fixo duas embarcações, num porto imaginário para onde vão as almas no instante da morte. Cada barca possui um comandante: a do Paraiso, um Anjo; a do Inferno, um diabo. Segundo o próprio autor, é um auto da moralidade.

Seu filho Luís Vicente reúne sua obra e a eterniza

Seu filho, Luís Vicente, reúne todas suas peças e as publica em 1562 com o título: Compilaçam de toda as obras de Gil Vicente, preservando e eternizando o trabalho do maior dramaturgo português de todos os tempos.



Quinhentismo


Trechos da Obra

 


Auto da Barca do Inferno

DIABO À barca, à barca, houlá! que temos gentil maré! - Ora venha o carro a ré!
COMPANHEIRO Feito, feito! Bem está! Vai tu muitieramá, e atesa aquele palanco e despeja aquele banco, pera a gente que virá. À barca, à barca, hu-u! Asinha, que se quer ir! Oh, que tempo de partir, louvores a Berzebu! - Ora, sus! que fazes tu? Despeja todo esse leito!
COMPANHEIRO Em boa hora! Feito, feito!
DIABO Abaixa aramá esse cu! Faze aquela poja lesta e alija aquela driça.
COMPANHEIRO Oh-oh, caça! Oh-oh, iça, iça!

 


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