Obras do Autor
Poesias
Noturnas (1861)
Vozes da América (1864)
Cantos e Fantasias (1865)
Cantos Meridionais e os Cantos do Ermo e da Cidade
Anchieta ou Evangelho na Selva (1875)
O Diário de Lázaro (1880)
Cantos Religiosos (1878)
Poesias Completas (1956)
Dados do Autor
Nasceu em 18 de agosto de 1841, em Rio Claro, no Rio de Janeiro
Morreu 17 de fevereiro de 1875, em Niterói, no Rio de Janeiro
Fagundes Varela
Luís Nicolau Fagundes Varela, viveu a infância em viagens e junto à natureza. Boêmio, volúvel e fortemente atraído pela vida no campo, não consegue manter uma vida estável no convívio social e amoroso. É considerado o maior nome da poesia brasileira no período 1860-1870. É o poeta da infinidade de temas e de formas.
Uma Infância de Muitas Moradas
Seu pai, o juiz Emiliano Fagundes Varela, trabalhou em muitas cidades e o filho Luís Nicolau passou a infância sem se apegar à um só lugar. Viveram na vila de S. João Marcos, em Catalão, Goiás, em Angra dos Reis e Petrópolis, onde concluiu os estudos do primário e secundário.
Direito em São Paulo, Boemia e Primeiro Livro
Em 1859, segue para São Paulo para terminar os cursos preparatórios. Em 1862 matricula-se na Faculdade de Direito, curso este que nunca terminaria. Segue os caminhos da literatura e entrega-se a boemia. Em 1861, publica seu primeiro livro de poesias: Noturnas.
Escandalos e Desavenças Familiares, Alcoolismo, Tragédias e Grandes Poemas
Casa-se com uma artista de circo de Sorocaba, o que gera grande escândalo junto a sua tradicional família. Com isso, também agravam-se seus problemas financeiros. O primeiro filho morre aos três meses de idade, e a tragédia torna-se fonte de inspiração para a criação de um de seus mais belos poemas: Cântico do Calvário. Passa a cultivar cada vez mais o hábito de andarilho aliado ao alcoolismo, mas também sua criatividade e produção poética aumentam substancialmente. Publica Vozes da América, em 1864, e sua obra-prima Cantos e Fantasias, em 1865.
Uma Vida de Boemia, Tragédias e Andanças
Durante uma longa viagem à Recife, sua mulher morre em São Paulo. Retorna e tenta terminar o curso de Direito, mas logo abandona. Vai morar com o pai, na fazenda onde passou parte da infância. Lá, permanece até 1870, escrevendo e caminhando pelos campos. Vive uma vida de boemia, sem destino certo. Casa-se pela segunda vez com uma prima. Com ela tem duas filhas e um filho, mas este último morre prematuramente. Muda-se com o pai para Niterói, e lá fica até o fim de sua vida.
Romantismo
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