Obras do Autor
Outros
Os Sertões - Vol.I (1902)
Os Sertões - Vol.II (1902)
Contrastes e Confrontos (1907)
Peru Versus Bolívia (1907)
À Margem da História (1909)
Dados do Autor
Nasceu em 20 de janeiro de 1866, em Cantagalo, no Rio de Janeiro
Morreu em 15 de agosto de 1909, no Rio de Janeiro, aos 43 anos
Euclydes da Cunha
Euclydes Rodrigues Pimenta da Cunha, engenheiro e jornalista, foi enviado pelo jornal O Estado de São Paulo, para cobir a guerra de Canudos, em 1897, cuja experiência foi fonte inspiradora para a criação de sua grande obra: Os Sertões. Positivista, antimonárquico e abolicionista. Morreu tragicamente ao trocar tiros com o cadete Dilermando de Assis, então amante de sua mulher.
Infância de Perdas e Potencial Jornalístico Precoce
Euclydes perde sua mãe, Eudóxia Moreira da Cunha, precocemente, aos 3 anos, que deixa que deixa também órfã sua irmã Adélia. Em 1874, inicia seus estudosno colégio Caldeira, em São Fidélis, interior do Rio de Janeiro. Em 1884, então com 18 anos, já no colégio Aquino, publica seu primeiro artigo: Em Viagem, no jornal O Democrata.
Escolas de Engenharia, Rebeldia e Primeiros Artigos
Em 1885, ingressa na escola Politécnica, no Rio de Janeiro, e inicia seus estudos em engenharia. No ano seguinte se transfere para a Escola Militar, na praia Vermelha. Em 1888, ano da Lei Áurea, Euclydes é desligado da Escola Militar por causa de atos e protestos contra a monarquia. No mesmo ano inicia sua trajetória jornalística, quando publica seus primeiros artigos, favoráveis a causa Republicana, no jornal A Província de São Paulo.
Retomada dos Estudos e da Carreira Militar
No ano da Proclamação da República, 1889, retorma os estudos de engenharia na Escola Politécnica e, com o apoio de colegas da Escola Militar e do ministro da Guerra, Benjamin Constant, reassume sua carreita militar, e no ano seguinte, já de volta à Escola Superior de Guerra, é promovido a segundo-tenente. Nesse mesmo ano casa-se com Ana, filha do coronel Frederico Sólon Sampaio Ribeiro. Em 1892, conclui o curso de engenharia na Escola Superior de Guerra, torna-se tenente e continua a publicar artigos, agora no jornal O Estado de São Paulo.
Reforma no Exército e Primeiras Ações Militares em Canudos
Em 1896 pede reforma do Exército e, já em São Paulo, assume cargo na Superintendência de Obras Públicas, como engenheiro. Em 6 de novembro, Canudos, na Bahia, comunidade rebelde liderada por Antônio Conselheiro, assiste ao primeiro confronto com militares.
Primeiras Reportagens sobre Canudos
Em 1897, entre agosto e outubro, viaja à Bahia como enviado do jornal O Estado de São Paulo, onde escreve reportagens sobre a guerra de Canudos, que vê, em 5 de outubro, seus últimos combatentes serem derrotados, durante a quarta expedição militar, formada por 8 mil homens. Nesse massacre, morrem Antônio Conselheiro, aproximadamente 5 mil soldados e cerca de 10 a 25 mil habitantes. Euclydes, adoentado, não assiste ao massacre final, retirando-se 3 dias antes.
Os Sertões: Criação, Publicação, Sucesso e Prestígio
Em 1898 passa a morar em São José do Rio Pardo, interior de São Paulo, onde escreve boa parte de sua maior obra: Os Sertões. Vive lá durante 3 anos. Em 1902 a obra é publicada pela editora Laemmert e alcança grande sucesso de público e crítica. No ano seguinte é eleito para a Academia Brasileira de Letras e toma posse no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Atividades Variadas e Trágico Desfecho
Nos anos seguintes trabalha em diversas atividades: Superintendência de Obras Públicas, Comissão de Saneamento de Santos, viaja para a Amazônia como chefe da comissão brasileira de reconhecimento do Alto Purus, fronteira com o Peru, retorna ao Rio e trabalha ao lado do barão do Rio Branco, então ministro das Relações Exteriores, ingressa no colégio Pedro II, como professor de lógica. Num desfecho trágico para sua vida, em 15 de agosto de 1909, morre durante a troca de tiros com o cadete Dilermando de Assis, então amante de sua mulher.
Pré-Modernismo
Trechos da Obra
Os Sertões
O Homem
I.Complexidade do problema etnológico no Brasil. Variabilidade do meio físico e sua reflexão na História. Ação do meio na fase inicial da formação das raças. A formação brasileira no Norte.
II.Gênese do jagunço; colaterais prováveis dos paulistas. Função histórica do rio S. Francisco. O vaqueiro, mediador entre o bandeirante e o padre. Fundações jesuíticas na Bahia. Um parêntese irritante. Causas favoráveis à formação mestiça dos sertões, distinguindo-a dos cruzamentos no litoral. Uma raça forte.
III.O sertanejo. Tipos díspares: o jagunço e o gaúcho. Os vaqueiros. Servidão inconsciente; vida primitiva. A vaquejada e a arribada. Tradições. A seca. Insulamento no deserto. Religião mestiça; seus fatores históricos. Caráter variável da religiosidade sertaneja: a Pedra Bonita e Monte Santo. As missões atuais.
IV.Antônio Conselheiro, documento vivo de atavismo. Um gnóstico bronco. Grande homem pelo avesso, representante natural do meio em que nasceu. Antecedentes de família: os Maciéis. Uma vida bem auspiciada. Primeiros reveses; e a queda. Como se faz um monstro. Peregrinações e martírios. Lendas. As prédicas. Preceitos de montanista. Profecias. Um heresiarca do século II em plena idade moderna. Tentativas de reação legal. Hégira para o sertão.
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