Página InicialEmail para Contato



Obras do Autor
Poesias
Tropos e Fantasias (1885)
Missal (1893)
Broquéis (1893)
Evocações (1898)
Faróis (1900)
Últimos Sonetos (1905)

Dados do Autor
Nasceu em 24 de Novembro de 1862, em Destêrro, Santa Catarina

Morreu em 19 de Março de 1898, na cidade de Sítio, Minas Gerais, aos 35 anos

Cruz e Souza
João da Cruz e Souza, o primeiro grande poeta negro do Brasil. Foi responsável pela introdução do Simbolismo na literatura brasileira e renovou a expressâo poética na língua da portuguesa. Broquéis, sua mais conhecida obra, mostra força e originalidade. Sofreu muito de perto o racismo e a incompreensão e morreu no esquecimento.

Descendência Escrava, Alforria, Tutor e Boa Educação

Seus pais, escravos, são alforriados pelo Marechal Guilherme Xavier de Sousa, quando este parte para a guerra do Paraguai. Cruz e Sousa, acolhido pelo Marechal como seu próprio filho, recebe ótima educação, tendo estudado nas melhores escolas da região. Com a morte de seus tutores abandona os estudos por razões financeiras. Trabalha numa companhia teatral e escreve para jornais locais. Abolucionista convicto e seguidor dos poetas abolucionistas condoreiros, por ser negro, sofre com o racismo, a ponto de não conseguir um cargo de promotor em Laguna.

 
   
Rio de Janeiro, O Simbolismo, Tuberculose e Esquecimento

Muda-se para o Rio de Janeiro em 1890. Lá, mantém contato com admiradores do Simbolismo Francês e é fortemente influenciado em seus futuros trabalhos. Em 1893 lança Broquéis e Missal, e torna-se bastante conhecido no meio literário. Apesar da fama, continua a ser discriminado, não conseguindo bons empregos, e acaba por ter de trabalhar na Estrada de Ferro Central do Brasil, em trabalhos menores. Casa-se com a negra Gavita e tem com ela quatro filhos, dos quais dois morrem. Ela passa a sofrer com a loucura e é internada diversas vezes. Cruz e Sousa contrai tuberculose e muda-se para o balneário de Sítio, em Minas Gerais e de lá não mais retorna, vindo a morrer em 1898, esquecido e na pobreza.



Simbolismo


Trechos da Obra

 


EM SONHOS...

Nos Santos óleos do luar, floria
Teu corpo ideal, com o resplendor da Helade...
E em toda a etérea, branda claridade
Como que erravam fluidos de harmonia...
As Águias imortais da Fantasia
Deram-te as asas e a serenidade
Para galgar, subir a Imensidade
Onde o clarão de tantos sóis radia.
Do espaço pelos límpidos velinos
Os Astros vieram claros, cristalinos,
Com chamas, vibrações, do alto, cantando...
Nos santos óleos do luar envolto
Teu corpo era o Astro nas esferas solto,
Mais Sóis e mais Estrelas fecundando!

 


Página Inicial | Quem Somos
Copyright© 2005-2008 - MP-ATTUS INFORMÁTICA LTDA. Configurada para 800 x 600 ou 1024 x 768 - 16 bit color