Obras do Autor
Poesias
As Primaveras (1859)
Coletânea de Poemas
Teatro
Camões e o Jaú
Dados do Autor
Nasceu em 1839, na fazenda Indaiaçu, em São João da Barra, Rio de Janeiro
Morreu em 18 de outubro de 1860, no mesmo local onde nasceu, aos 21 anos, por causa da tuberculose
Casimiro de Abreu
Casimiro José Marques de Abreu, considerado o poeta da infância, foi comerciante e viveu 4 anos em Portugal. Poeta e dramaturgo, sua poesia era muito popular, porém pouco inovadora. Em seus poemas, mostra lamentos exacerbados e dramas adolescentes. Seu poema mais famoso é Meus Oito Anos, que contém um dos trechos mais conhecidos do repertório popular:
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Infância e Influências Paternas
Filho do negociante José Joaquim Marques de Abreu e de Luísa Joaquina das Neves, aos 9 anos ingressa no Colégio Freese, em Nova Friburgo. Seu pai direciona a educação do jovem Casimiro para o comércio, mas ainda muito precocemente já revela seus dons literários e compõe seu primeiro poema: Ave Maria.
Mudança para o Rio de Janeiro, Boemia, Poemas e Nova Mudança
Sua família muda-se para o Rio de Janeiro em 1852 e lá, Casimiro encontra o ambiente ideal para desenvolver seu talento para a poesia. Boêmio, passa a criar mais intensamente e torna-se grande admirador do poeta Gonçalves Dias. Apesar de seu pai continuar o influenciando para que torne-se comerciante, desiste e no ano seguinte, 1853, parte para Portugal. Lá vive grande paixão e publica vários poemas em jornais locais.
Longo Tempo em Portugal e Retorno ao Rio
Vive 4 anos em Portugal, de 1853 à 1857. Seu pai, enfermo e cansado pede sua volta e Casimiro de Abreu então retorna para o Brasil, aos 20 anos, e tenta assumir os negócios do pai. Não se adapta ao trabalho no comércio e volta a vida boêmia, passa a frequentar o meio artístico e salões. Seus poemas tornam-se famosos tanto em Portugal quanto no Brasil e em 1859, consegue publicar Primaveras, com auxílio financeiro do pai, e o livro esgota-se rapidamente, fazendo Casimiro muito popular ainda jovem.
Pai e Filho Morrem no Mesmo Ano
Seu pai, muito doente morre no início de 1860. Casimiro de Abreu, que pouco cuida de sua saúde, também sente a doença piorar e, após tentar tratamento em Nova Friburgo, regressa para sua terra natal, Indaiaçu, e morre em 18 de outubro de 1860, vítima da tuberculose. Suas obras completas seriam publicadas em 1884, por Joaquim José de Carvalho Filho.
Romantismo
Trechos da Obra
MEUS OITO ANOS
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!
Que auroras, que sol, que vida,
que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
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