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Obras do Autor
Romances
O país do Carnaval (1931)
Cacau (1933)
Suor (1938)
Jubiabá (1935)
Mar morto (1936)
Capitães da Areia (1937)
Terras do Sem Fim (1943)
São Jorge dos Ilhéus (1944)
Seara vermelha (1946)
Os Subterrâneos da Liberdade (1954)
Gabriela Cravo e Canela (1958)
A morte de Quincas Berro Dágua (1961)
Os Velhos Marinheiros (1961)
Os Pastores da Noite (1964)
Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966)
Tenda dos Milagres (1969)
Tereza Batista Cansada de Guerra (1972)
O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (1976)
Tieta do Agreste (1977)
Farda, Fardão, Camisola de Dormir (1979)
A Bola e o Goleiro (1984)
Tocaia Grande (1984)
O Sumiço da Santa (1988)
A Descoberta da América pelos Turcos (1992)
Milagre dos Pássaros (1997)
Teatro
O Amor do Soldado (1947)
Outros
ABC de Castro Alves (1941)
O Cavaleiro da Esperança (1942)
Bahia de Todos os Santos (1945)
O Mundo da Paz (1951)
O Menino Grapiúna (1981)
Navegação de Cabotagem (1992)

Dados do Autor
Nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia.

Morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001.

Biografia extraída do site do autor: jorgeamado.org.br.

Jorge Amado
Jorge Amado, escritor baiano e um dos autores brasileiros com o maior número de livros vendidos no Brasil e no exterior. Romancista baiano por excelência, retrata sua terra com cores vivas e sensuais.

Infância em Ilhéus e Juventude em Salvador

Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado. Com um ano de idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância. Fez os estudos secundários no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Neste período, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.

Primeiros Romances e Militância Política

Publicou seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou seu segundo romance, Cacau. Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935. Militante comunista, foi obrigado a exilar-se na Argentina e no Uruguai entre 1941 e 1942, período em que fez longa viagem pela América Latina. Ao voltar, em 1944, separou-se de Matilde Garcia Rosa.
Política, Ilegalidade e Zélia Gattai

Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Jorge Amado foi o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso. Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai. Em 1947, ano do nascimento de João Jorge, primeiro filho do casal, o PCB foi declarado ilegal e seus membros perseguidos e presos. Jorge Amado teve que se exilar com a família na França, onde ficou até 1950, quando foi expulso. Em 1949, morreu no Rio de Janeiro sua filha Lila. Entre 1950 e 1952, viveu na Tchecoslováquia, onde nasceu sua filha Paloma.
Dedicação Total à Literatura

De volta ao Brasil, Jorge Amado afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no entanto, deixar os quadros do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir de então, inteiramente à literatura. Foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis. Doutor Honoris Causa por diversas universidades, Jorge Amado orgulhava-se do título de Obá, posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia.

 
   
Cinema, Teatro e Televisão

A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em fitas gravadas para cegos. Em 1987, foi inaugurada em Salvador, Bahia, no Largo do Pelourinho, a Fundação Casa de Jorge Amado, que abriga e preserva seu acervo, colocando-o à disposição de pesquisadores. A Fundação objetiva ainda o desenvolvimento das atividades culturais na Bahia.

Morte, Cinzas e Eternidade

Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado, e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência, na Rua Alagoinhas, em 10 de agosto, dia em que completaria 89 anos.
Prêmios Nacionais e Internacionais

A obra de Jorge Amado mereceu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre os quais destacam-se: Stalin da Paz (União Soviética, 1951), Latinidade (França, 1971), Nonino (Itália, 1982), Dimitrov (Bulgária, 1989), Pablo Neruda (Rússia, 1989), Etruria de Literatura (Itália, 1989), Cino del Duca (França, 1990), Mediterrâneo (Itália, 1990), Vitaliano Brancatti (Itália, 1995), Luís de Camões (Brasil-Portugal, 1995), Jabuti (Brasil, 1959, 1997) e Ministério da Cultura (Brasil, 1997).
Títulos e Mais Títulos

Recebeu títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Argentina, do Chile, da Espanha, da França, de Portugal e da Venezuela, além de ter sido feito Doutor Honoris Causa por dez universidades, no Brasil, na Itália, em Israel, na França e em Portugal. O título de Doutor pela Sorbonne, na França, foi o último que recebeu pessoalmente, em 1998, em sua derradeira viagem a Paris, quando já estava doente.



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