Obras do Autor
Poesias
Canções Românticas (1878)
Meridionais (1884)
Sonetos e Poemas (1885)
Versos e Rimas (1895)
Poesias Completas, 1a série (1900)
Poesias, 2a série (1906)
Poesias, 2 vols. (1912)
Poesias, 3a série (1913)
Poesias, 4a série (1928)
Poesias Escolhidas (1933)
Póstumas (1944)
Poesia (1959)
Dados do Autor
Nasceu em 28 de abril de 1857, em Palmital de Saquarema, Rio de Janeiro
Morreu em 19 de janeiro de 1937, em Niterói, Rio de Janeiro, aos 79 anos
Alberto de Oliveira
Antônio Mariano Alberto de Oliveira, farmacêutico e professor, colaborou com diversos jornais cariocas e é considerado o mais parnasiano dos poetas. É dono de uma poesia descritiva e objetiva.
Primeiros Estudos, Farmácia e Amizades Literárias
Seus primeiros anos de estudo são numa escola pública em Saquarema. Depois, em Niterói, estuda Humanidades. Em 1884, termina o curso de Farmácia. Em seguida matricula-se no curso de Medicina, mas só chega ao terceiro ano. La, torna-se amigo de Olavo Bilac, e logo estabelecem fortes relações pessoais e, principalmente, literárias.
Casamento, Cargos Publicos, Filhos e Grandes Encontros Literarios
Em 1889 casa-se, em Petrópolis, com a viúva Maria da Glória Rebello Moreira. Com ela tem um filho, Artur de Oliveira. Trabalha em cargos públicos como: oficial de gabinete do presidente do Estado, em 1892, diretor geral da Instrução Pública do Rio de Janeiro, De 1893 a 1898 e, no Distrito Federal, foi professor da Escola Normal e da Escola Dramática. Em sua casa, em Niterói, na década de 1880, famosos encontros com ilustres personalidades literárias ocorreram. Por lá passaram: Olavo Bilac, Raul Pompéia, Raimundo Correia, Aluísio e Artur Azevedo, Afonso Celso, Guimarães Passos, Luís Delfino, Filinto de Almeida, Rodrigo Octavio, Lúcio de Mendonça, Pardal Mallet e Valentim Magalhães. Nesses encontros, eram comuns os saraus literários, onde recitavam-se poemas próprios ou de autores franceses, onde o Parnasianismo vivia seu apogeu.
Início Romântico e Amadurecimento Parnasiano
Em seu primeiro livro Canções Românticas, de 1877, Alberto de Oliveira ainda se mostra ligado ao Romantismo. Algum tempo depois, em 1884, seguindo os preceitos anti-românticos vindos da França, publica Meridionais, quando então revela-se um autêntico autor parnasiano, voltado ao objetivismo, com poemas ricos em cenas exteriores, o culto à forma e o amor à natureza. Novas obras acentuam e evidenciam cada vez mais suas características parnasianas: Sonetos e Poemas, Versos e Rimas e as coletâneas publicadas em quatro séries, nos de 1900, 1905, 1913 e 1928.
Culto ao Soneto e Influências Futuras
Alberto de Oliveira cultuou o soneto na língua portuguesa. Ao lado de Raimundo Correia e Olavo Bilac, formou o famoso trio parnasiano brasileiro, movimento este, que se encerrou com o advento do Simbolismo, especialmente em 1893, com a publuicação de Broquéis, de Cruz e Sousa. Mas, os versos parnasianos foram marcantes e influenciaram os movimentos culturais que se seguiram.
Parnasianismo
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